Como Marilyn Monroe envelheceria hoje? Projeção por IA revela impacto dos avanços estéticos

“Hoje conseguimos preservar identidade facial mesmo com intervenções estratégicas”, afirma a dermatologista Denise Ozores.

Se Marilyn Monroe tivesse acesso aos recursos estéticos disponíveis hoje, ela envelheceria diferente? Simulações feitas por inteligência artificial projetam versões maduras de Marilyn, Audrey Hepburn e Elizabeth Taylor sem apagar rugas, sem congelar expressões e sem distorcer traços. Em vez de um rosto padronizado, o que aparece é identidade preservada, textura real e proporções coerentes com o tempo.

O exercício visual chama atenção justamente pelo que não faz: não elimina marcas de expressão nem cria volumes artificiais. A projeção sugere um envelhecimento assistido, não camuflado. É uma imagem que se distancia da intervenção imediatista e se aproxima de um planejamento estrutural.

Para a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 19204), especialista em beleza natural, o avanço das tecnologias mudou a lógica da intervenção estética. “A grande diferença é que hoje não trabalhamos para transformar o rosto, mas para sustentá-lo ao longo dos anos. Quando o planejamento respeita estrutura óssea, proporção e textura da pele, o resultado envelhece junto com a pessoa”, afirma.

Segundo a médica, o protagonismo dos bioestimuladores de colágeno está diretamente ligado a essa mudança de mentalidade. “O estímulo de colágeno fortalece a base da pele. Não é uma solução imediata, é uma construção. Você melhora firmeza, melhora qualidade, mas mantém movimento e expressão”, explica.

Nas simulações, Marilyn continua Marilyn. Audrey continua Audrey. Elizabeth mantém sua presença marcante. O que muda não é a essência, mas a forma como o tempo se manifesta. O resultado é menos sobre correção e mais sobre estratégia.

Para Denise, o debate atual não é sobre abandonar procedimentos, mas sobre amadurecer a forma de utilizá-los. “A estética precisa acompanhar o tempo, não competir com ele. O que estamos vendo é uma transição para decisões mais conscientes, técnicas e individualizadas”, conclui.

Leave a Reply

Your email address will not be published.