Estilo/Beleza
O que acontece com a pele quando a agulha e o calor trabalham juntos
Da profundidade milimétrica ao colágeno que se reorganiza: o que acontece com a pele quando a radiofrequência microagulhada entra em ação.
Existe um momento no consultório que é quando o equipamento entra em standby, a ponteira é posicionada e o protocolo já está ajustado para aquela pele específica — profundidade, potência, intervalo entre os disparos. É esse momento que define o que vem depois.
O Ptolomeu é um equipamento de radiofrequência fracionada microagulhada que opera exatamente nessa lógica: precisão antes de resultado. Desenvolvido para uso clínico e hospitalar, combina a ação mecânica de microagulhas de ouro com a energia térmica da radiofrequência, atingindo até três camadas da pele — epiderme, derme e hipoderme — em um único disparo, através do sistema Multideep.
A profundidade de aplicação é ajustável entre 0,2 mm e 7 mm, e os parâmetros podem ser personalizados conforme o tipo de pele e a área de tratamento — facial ou corporal. Uma configuração típica para rejuvenescimento facial trabalha com 1,0 mm de profundidade, 25W de potência e intervalo de 0,5 segundo, com a ponteira de 24 microagulhas.

O mecanismo é duplo. As microagulhas penetram a derme e conduzem a energia de radiofrequência, estimulando intensamente a produção de colágeno e elastina. O resultado não é imediato — é biológico. O organismo interpreta os microcanais como lesão controlada e ativa o processo natural de reparação. A pele que emerge desse processo é mais firme, mais uniforme, mais densa.
As indicações vão do rejuvenescimento facial e corporal ao tratamento de flacidez, rugas, cicatrizes de acne, estrias e melhora da textura da pele. O equipamento acompanha quatro ponteiras inteligentes — 12, 24 e 40 microagulhas, além da ponteira Redense com nanocristais para bioredensificação — todas descartáveis e com reconhecimento automático.
O Ptolomeu é eficaz para todos os fototipos de pele, com tratamentos adaptáveis a diversas necessidades clínicas. Em média, uma a três sessões já demonstram resultados significativos, variando conforme o protocolo e o objetivo clínico.
O que diferencia o Ptolomeu de outros equipamentos do mercado não é apenas a tecnologia — é o controle. Cada parâmetro é ajustável em tempo real pela tela touchscreen de 15 polegadas. O profissional tem nas mãos uma variável que a maioria dos tratamentos não oferece: a capacidade de personalizar com precisão milimétrica.

Para entender melhor como o Ptolomeu funciona na prática clínica, o Pluminews foi conversar com quem usa o equipamento no dia a dia: o Dr. Javier Brod Mendez. Cirurgião plástico com mais de três décadas de atuação. Formado em medicina pela Universidade Federal de Pelotas, com residência em cirurgia plástica pelo Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, e membro titular especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Passou ainda pelo Centro de Estudos da Clínica do Dr. Ivo Pitanguy, referência mundial em cirurgia plástica. Atua em Porto Alegre e tem no Ptolomeu um dos protocolos de sua prática clínica, especialmente nos tratamentos de flacidez e rejuvenescimento facial e corporal.
A radiofrequência microagulhada age em três camadas da pele ao mesmo tempo. Na prática clínica, como isso muda o resultado em relação aos tratamentos que trabalham apenas na superfície?
A possibilidade de efetuarmos estímulos combinados, onde os pequenos orifícios do microagulhamento robótico recebem uma carga programada de energia térmica, permitem uma ação mais intensa, criando uma reação inflamatória controlada, térmica e mecânica. Os capilares da camada subdérmica aumentam a oxigenação do local, melhorando o tônus do colágeno, revigorando principalmente as fibras elásticas cutâneas e proporcionando retração da pele.
Quando você indica o Ptolomeu em vez de um procedimento cirúrgico? Existe um perfil de paciente para quem esse equipamento é a escolha mais inteligente?
Em graus acentuados de flacidez cutânea não se consegue um resultado razoável de melhora de contorno sem associarmos um procedimento cirúrgico, para tração e reposicionamento das estruturas anatômicas da região abordada. Nesses casos, também associo o Ptolomeu no pós-operatório imediato. Em graus mais discretos de flacidez, o estímulo dessa tecnologia vem entregando ótimos resultados de reposicionamento cutâneo.
A ponteira Redense com nanocristais permite a introdução de ativos durante o procedimento. Quais substâncias você combina com a radiofrequência microagulhada e por quê?
Em um caso em que seja usada uma ponteira com 24 agulhas e sejam disparados mais de 200 tiros, chegamos perto de 5.000 poros cutâneos abertos e prontos para serem preenchidos por bioestimuladores, exossomos, PDRN, peptídeos e ácido hialurônico, cada vez mais usados na medicina regenerativa, estimulando a reorganização cutânea profunda.
O tempo de recuperação é um fator decisivo para muitos pacientes. O que acontece com a pele nas 72 horas seguintes ao procedimento — e o que o paciente pode e não pode fazer?
Ao término de cada procedimento, a resposta inflamatória se manifesta com uma discreta hiperemia — vermelhidão da pele — que pode durar de uma a três horas. Nos dois dias seguintes não é indicado fazer atividade física de esforço ou de impacto. Após esse período, já é possível retornar gradativamente às atividades habituais. Para eventos sociais não existem maiores restrições.
Resultados visíveis em uma a três sessões é a média citada. O que determina se um paciente vai precisar de uma ou de três — e o que acontece depois que o protocolo termina?
O que determina se uma paciente irá precisar de uma, duas ou até três sessões do Ptolomeu são o tipo de pele e o grau de desestruturação das fibras elásticas cutâneas, avaliados em cada local anatômico antes de cada procedimento. Ao final de cada protocolo são feitas revisões mensais para acompanhar e garantir a eficiência do tratamento.
@drjavierbrodmendez
Fotos: divulgação










