Estilo/Arte

Brasília ganha um espaço novo para cuidar da própria memória

Instituto Artetude Cultural inaugura sede permanente na capital e estreia documentário sobre a exposição que levou a cidade a Paris.

Brasília tem essa coisa peculiar: foi concebida para ser contemplada de cima, mas é vivida de dentro. Quando uma exposição sobre ela viajou para Paris e chamou atenção lá, ficou a pergunta inevitável: o que a capital francesa enxergou que nós, acostumados ao eixo monumental, às vezes deixamos de ver?

o Instituto Artetude Cultural acaba de abrir as portas de sua nova sede no Edifício Seguradoras, no Setor Bancário Sul. O espaço nasce para receber exposições, projetos culturais, ações educativas e pesquisas voltadas à identidade brasiliense.

A abertura estreia o minidocumentário "Brasília da Utopia à Capital em Paris", que registra a passagem da exposição homônima pela França. O filme mostra como a capital brasileira foi recebida por um olhar estrangeiro, o que Paris enxergou na cidade planejada por Niemeyer e Lúcio Costa e o que esse encontro diz sobre a projeção internacional de um lugar que ainda se descobre.

Danielle Athayde, presidente do Instituto Artetude Cultural, define o propósito da sede com clareza: um espaço de encontro entre arte, cultura, educação e memória. Não um arquivo. Um lugar vivo.

Brasília completa 66 anos com poucas instituições dedicadas exclusivamente à sua história. A nova sede do Artetude chega para ocupar esse espaço.