Gastronomia/Receitas

O prato que nasceu de uma proibição médica e virou clássico mundial

Era 1950, em Veneza. Uma cliente habitual do Harry's Bar, a condessa Amalia Nani Mocenigo, havia recebido do médico uma recomendação severa: nada de carne cozida. O proprietário do bar, Giuseppe Cipriani, não quis decepcioná-la. Pegou um filé de boi, fatiou finíssimo, regou com um molho de maionese, mostarda e limão — e serviu cru. O prato foi batizado em homenagem a Vittore Carpaccio, o pintor veneziano do século XV famoso pelo uso de vermelhos intensos em suas telas. A cor da carne crua, Cipriani achou, lembrava os quadros do mestre.

Sete décadas depois, o carpaccio saiu de Veneza, cruzou o mundo e chegou às mesas mais sofisticadas do planeta. Virou sinônimo de entrada elegante — leve, rápida e absolutamente italiana na essência: poucos ingredientes, qualidade acima de tudo.

A versão clássica combina a carne crua com alcaparras, parmesão e um fio de azeite. O segredo está na qualidade da carne e na leveza do molho — que deve realçar, nunca cobrir. Sirva bem gelado, sobre um prato frio, para manter a textura e o frescor que Cipriani imaginou naquela tarde veneziana de 1950.

CARPACCIO CLÁSSICO

Para 2 pessoas

Ingredientes

200g de carpaccio
3 colheres (sopa) de alcaparras
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
½ colher (sopa) de mostarda
100g de queijo parmesão

Modo de preparo

Em um prato frio, disponha as fatias de carpaccio cobrindo todo o fundo. Triture as alcaparras com a faca. Em um recipiente à parte, misture a mostarda com o azeite até ficar homogêneo. Regue o carpaccio com o molho, distribua as alcaparras e finalize polvilhando o queijo parmesão. Sirva gelado.